Arquivo da tag: Metodologia de conexão

Somos mais felizes quando investimos nos outros

Desde que adquirimos memória, estamos em uma busca constante pela felicidade. Esta busca nos leva a transitar por todas as formas possíveis para satisfazer os nossos desejos básicos e também outros não tão básicos como riqueza, fama, honra ou poder. Além disso, somos influenciados pela informação em um mundo capitalista e que nos oferece produtos de vários tipos “para sermos felizes”. Ao não ser possível obter tudo o que desejamos,  a insatisfação, de certa forma, nos aproxima da depressão ou da angustia e isso nos afasta da felicidade tão desejada. No entanto, essas necessidades advêm de uma sensação egoísta, individualista, de receber para nós mesmos.

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Melhorar a conexão: uma estratégia para abordar as enfermidades crônicas

“Há muito que pode ser alcançado quando trabalhamos juntos.”Dr. Robin L. Brey
Atualmente, o modo de vida agitado e desconectado das pessoas não considera que a saúde em geral depende muito do ambiente em que vivemos e as conexões que estabelecemos. Uma vez que não estamos atentos  aos outros, é difícil perceber que algo está errado com a saúde de um membro da família, de um ser querido ou de alguém de nosso entorno, até que nos deparamos com diagnósticos inesperados, e muitas vezes devastadores. Não falamos apenas de doenças bacterianas ou virais que atacam o organismo, mas também do tipo emocional, que afeta nossa biologia, tornando-se nociva. Na verdade, quando a pessoa se dá conta que tem uma doença crônica pode tornar-se deprimida ou estressada, resultando em um “círculo vicioso” possibilitando que a doença se torne crônica. Algumas pesquisas mencionam que o estresse e a depressão são “doenças desta geração”, pois em tempos passados a vida era mais tranquila e o contato entre as pessoas, mais frequentes e cálidos. Agora vemos que há uma mudança em nossas conexões e relacionamentos, o que afeta diretamente a nossa saúde. 

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Aprendemos a viver, jogando

“O jogo é uma realidade em  transformação,  sobretudo  impulsionadora do desenvolvimento mental das crianças.”
L. S. Vigotsky
Muitos de nós já participamos de uma festa de aniversário infantil, quer como crianças ou como adultos, aniversariantes ou convidados. Todos nós sabemos como nos sentimos ao término desta festividade; com alta dose de glicose, sentidos superestimulados além de um certo cansaço se participamos de  uma  brincadeira na qual muito nos movimentamos e corrermos. Continue lendo Aprendemos a viver, jogando

Conectados pelo consumo na “Economia do Compartilhar”

A cultura do consumo está sempre mudando. Na economia do compartilhar existe uma estrutura de consumo muito diferente do que existiu em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial afirma Juliet B. Schor, professora de sociologia da Universidade de Boston e membro da Rede de Investigação Sobre Aprendizagem, na qual é bolsista por um ano (2014-2015) e onde se encontra pesquisando sobre as novas instituições e práticas de consumo que formam a economia do compartilhar.

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Se desejamos um casamento feliz, temos que aprender a “ceder”

Na atualidade, o casamento ou as relações de casal merecem uma especial atenção, principalmente nas áreas da comunicação e psicologia. Atravessamos uma verdadeira e dolorosa onda de desintegração familiar, com todas as consequências que isto implica para o sistema social. Investigações na área da psicologia matrimonial, como aquelas realizadas pelo perito John Gotham, nos aproximam da conclusão de que para solucionar os problemas de comunicação doméstica é necessário conseguir que ambos os cônjuges ganhem, e uma maneira para que isso aconteça está na concessão mútua e não na competição. A partir disso, as duas partes podem ganhar,  já que no terreno das relações ceder é um fator que gera ganhos para ambos os parceiros.

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A compreensão e a escuta como desafios educativos do século XXI

Eu me torno você, sem deixar de ser eu mesmo.”

Edgar Morin

Entre as capacidades inatas do ser humano se encontra a de compreender. O homem cria, inventa, elabora e propõe quando é capaz de compreender o mundo que o rodeia. E se ele pode manifestar estas ações é porque pode apreendê-las. Quando os profissionais da educação são incapazes de dar espaço à participação dos alunos, eles perdem o interesse e o que aprendem tende a ser esquecido. Hoje, é fundamental uma mudança na abordagem do ensino, um ensino que se proponha a desenvolver a habilidade de ser compreensivo. Algo que possa ser desenvolvido em idade escolar, em que a escuta integre o desenvolvimento áulico.

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