O que os gansos podem nos ensinar sobre a colaboração?

É uma visão fascinante assistir a um voo de gansos em formação. Não apenas aparentam ser incansáveis, mas  resulta majestosa a disciplina na formação com a qual evolucionam no céu. Podemos pensar que se trata de um caso notável de disciplina e liderança do ganso que vai na frente, mas nada é  mais distante da realidade. É um ecossistema colaborativo em miniatura.

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O que estas aves podem ensinar?
OBJETIVOS: Os cientistas descobriram que um bando de gansos voando em formação V é capaz de viajar até 78% mais distante do que uma ave voando sozinha.
É importante que todos saibamos para onde estamos indo e que chegaremos  juntos. Parece ser óbvio, mas na realidade consegue-se mais trabalhando em grupo do que sozinho, por mais conhecimento ou experiência que se tenha. Devemos integrar isto em nossa vida, incentivando o trabalho em grupo acima da exibição pessoal.
ORGANIZAÇÃO: A formação em V é capaz de otimizar o consumo de energia dos animais que compõem o bando. Não é apenas o ganso que vai a frente que deve proporcionar menos resistência ao vento aos que o seguem, mas cada um voa ligeiramente à frente do outro, proporcionando menos resistência ao vento e ao bater as asas impulsam para frente os que os precedem.
Em uma organização colaborativa, o peso deixa de estar na posição que se ocupa mas no que cada um aporta ao grupo. Neste contexto, é claro que a chave é ajudar os demais e não apenas centrar-se em si. Um grupo interdependente, com uma forte sensação de comunidade, cujos membros confiam nos demais, podem conseguir muito mais do que em grupos maiores sem estas características.
LIDERANÇA: O lugar do líder no bando é rotativo pois após algum tempo ele fica exausto, apesar do impulso gerado pelos gansos que voam detrás. O bando permite que o líder  passe para um lugar posterior a fim de recuperar a energia e um novo ganso assume a posição de líder.
Todos no mundo têm a habilidade de liderar, porém, ainda que nem todos  a exerçam  de igual maneira, às vezes, essa responsabilidade é o catalizador que faz falta para que alguém se transforme e brilhe. Em organizações estanques e muito estáveis, nas quais não há oportunidade de evoluir, as pessoas se dão por vencidas e adotam a mentalidade de empregado. Além disso, é importante entender que os líderes são humanos e que às vezes tem que descansar.
PROBLEMAS: Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem, para ajudar e protegê-lo. Eles o acompanham até a solução do problema e, então, reiniciam a jornada, os três, até encontrar o seu grupo original.
Trabalhar em grupo significa que se pode contar com os demais quando há problemas. Ter consciência disso é algo que dá uma maior confiança, o que entre outras coisas facilita o atrever-se a arriscar e consequentemente inovar. Se houver equívocos e falhas no grupo:  será que te deixarão para baixo ou te darão suporte e apoio até que estejas novamente preparado?
COMUNICAÇÃO: Mesmo parecendo uma formação serena e pacífica, a realidade é que dentro do bando existe uma cacofonia importante, pois os gansos não deixam de grasnar em uma sinfonia ruidosa. As teorias mais clássicas apontam que o fazem para indicar sua posição ao resto do bando, os últimos estudos consideram que o fazem para se animar entre eles e incentivar aos que os precedem.
Para que colaboração funcione, a comunicação é fundamental e deve ser contínua e espontânea; esta é uma das soluções para o sucesso dos sistemas de colaboração. Ademais, nem todos estamos no mesmo nível de motivação sempre, mas se os membros do grupo se apoiam entre si, a energia e o esforço do mesmo não irá decair nunca; o que fará que o grupo não pare.
Referência:
http://javiermegias.com/blog/2011/12/5-cosas-que-nos-pueden-ensenar-los-gansos-sobre-colaboracion/

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