Reduzir o uso de aparelhos eletrônicos em casa favorece a harmonia familiar

Ainda que o vício de Internet não seja considerado como um diagnóstico clínico, não há dúvida de que as crianças e os jovens estão passando horas demasiadas do dia conectados à Internet; um tempo maior ao que os especialistas consideram normal para seu desenvolvimento. Para dar um exemplo, o uso excessivo dos jogos eletrônicos entre os jovens na China parece tomar um curso alarmante e está se tornando também um ponto relevante para os pais norte-americanos, cujos filhos passam horas focados nas telas dos computadores.  

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Este tipo de conduta começa nas crianças pequenas, desde a tenra idade. O preocupante é que elas estão sendo incentivadas pelos pais que usam os celulares e  tablets para manter seus filhos entretidos. Alguns pais encontram nisso uma forma de acalmar seus filhos e mantê-los ocupados, desta maneira eles não interrompem suas próprias atividades com os aparelhos eletrônicos. Como cita a psicóloga clínica afiliada à Havard, Catherine Steiner-Adair: “Estamos dando às crianças aparelhos eletrônicos o dia todo, lhes damos distrações no lugar de ensinar-lhes como tranquilizar-se”.
A recomendação da Academia Americana de Pediatria é que antes dos 2 anos as crianças não deveriam ser expostas aos meios eletrônicos, as crianças maiores e adolescentes não deveriam passar mais do que uma ou duas horas ao dia nos meios eletrônicos, de preferência que estes tivessem conteúdos de alta qualidade. O resto do tempo deveria ser usado em brincadeiras fora de casa, lendo e usando sua imaginação em um jogo livre.
As crianças aprendem pelo exemplo, geralmente copiando a conduta dos adultos. Quando os pais estão focados em seus próprios dispositivos eletrônicos, as crianças tratarão de chamar a atenção de todas as formas possíveis. Portanto, primeiro os pais devem começar por si mesmos e dar o exemplo para seus filhos. É sugerido aos pais reduzir o uso dos dispositivos eletrônicos quando estão convivendo com seus filhos. O mais importante seria que pais e filhos conseguissem se conectar de forma harmoniosa mediante a integração familiar sem a intervenção de aparelhos eletrônicos.

Referências bibliográficas http://well.blogs.nytimes.com/2015/07/06/screen-addiction-is-taking-a-toll-on-children/?smid=fb-nytimes&smtyp=cur&_r=1

http://well.blogs.nytimes.com/2015/07/13/how-to-cut-childrens-screen-time-say-no-to-yourself-first/

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