De uma imagem global a um mundo integral

À medida que cresce nossa compreensão sobre o mundo e as conexões entre as pessoas, vemos que ele está mais interconectado, unindo muitos lugares e se tornando global. Em certa medida, entendemos o mundo graças à geografia que nos ajuda a compreender como funciona cada circuito das redes econômica, social ou cultural, de acordo com suas atividades a nível global.  Existe um fluxo de informações e atividades que circulam através de uma rede específica, o que faz com que uma ou outra seja mais ou menos competitiva. Porém, como uma cidade pode competir com outra se são totalmente diferentes  quanto às atividades, ideologias, cultura, história, etc… Não poderíamos encontrar uma justa medida de comparação.

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Assim como Saskia Sassem descreve em sua reflexão sobre a competitividade das cidades e sobre nosso futuro, nos introduzindo uma interessante análise sobre a interconexão, ela observa que: “Para a competitividade futura das cidades a é chave conectar a matéria que está oculta na história urbana com a economia de hoje; podemos ver que se identificam com a economia global. As empresas e organizações que procuram uma presença global não procuram uma cidade que resolva todas as coisas, mas aquela que dê acesso a uma circuito, a uma região ou a uma nação, de acordo com as necessidades que demandam.
Em certa medida, os cidadãos não precisam ser competitivos mas de um lugar onde possam conviver com os outros e que esteja integrado ao mundo de uma maneira tal que suas atividades não prejudiquem o ecossistema. Sabemos que todos somos afetados pelas ações dos outros, segundo o princípio de interconexão, e portanto, trabalhar para o bem-estar comum  favoreceria a todos. É certo que vivemos em um mundo mais conectado e circular, mas isso não significa que todas as atividades estejam integradas umas com às outras, ainda que isso seja necessário para o bem-estar da humanidade em geral. Sabemos que o “linear” somente favorece poucas pessoas porque é um sistema criado para unir e separar de acordo com os interesses do autor desta rede (1). A natureza  não mostra nada que tenha um modelo linear/individual, muito pelo contrário: se uma parte tende a sê-lo é “expulsa” do sistema. Um mundo integral é aquele no qual as suas partes funcionam de maneira equilibrada  e para o bem-estar total do sistema geral.
Referências: http://mba.americaeconomia.com/articulos/reportajes/la-ciudad-interconectada
  1. “A automatização da produção e o uso de novas tecnologias têm feito com que milhares de empregos sejam supérfluos. Hoje, muitas pessoas estão trabalhando em tarefas nas quais são mantidas ou mesmo empregos são criados especificamente para pagar salários para as pessoas”, entretanto apenas 10% da população será suficiente para a produção industrial”; “a sociedade deve ter uma visão geral do mundo. A tarefa principal não é a exploração benéfica das pessoas que não são necessárias, mas encontrar uma ideia nova”. http://worldcrisis.ru/crisis/1876979