As ações mais bem sucedidas são as que contribuem para o bem comum

O consultor e analista chileno Gerardo Wijnant sustenta, em seu artigo “Para uma economia do bem comum e com um rosto humano, que a cada dia e de maneira intensa as empresas e organizações estão enfrentando uma forte crise de credibilidade e confiança. Ele ressalta que o descrédito é um fato real, não o produto de uma mente maquiavélica, mas o resultado da falta de ética na forma de atuar, ao não se prestar atenção a uma sociedade que deseja transparência e coerência entre o que diz e o que faz.  

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O atual modelo econômico vem sendo questionado, pois muitas empresas buscam maximizar seus serviços mas desrespeitam os seus trabalhadores, seu entorno e seus consumidores, desconsiderando que as decisões que tomam impactam negativamente na construção de uma sociedade feliz, respeitosa e integrada.
Se este modelo está em profundo descrédito a partir do conjunto da sociedade, o que se aplica é propor mudanças. Nesta linha está a proposta da Economia do Bem Comum (EBC), estimulada por Christian Felber, sociólogo austríaco, que sustenta que “A essência do modelo (da EBC) é a resolução da contradição entre os valores que regem os mercados,  como o egoísmo, a avareza e a irresponsabilidade, e os valores que permitem amadurecer nossas relações humanas e ecológicas. Estes últimos valores são universais e formam parte de nossas constituições: dignidade, solidariedade, justiça, democracia. Os ‘valores’ econômicos, em troca, não são valores constitucionais”.
A solução para os questionamentos de ambos os modelos passa pela mudança das principais regras que guiam o comportamento dos atores econômicos: do ímpeto de lucro e competição para contribuição ao bem-estar comum e cooperação.
O consultor sustenta que mudar o modelo dominante atual não é tarefa fácil, sendo necessário voltar à raiz e à essência do que é uma empresa: uma comunidade de trabalho com fins claros, fundada na criação de valor para os outros e na obtenção de benefícios legítimos  pela criação de bem-estar. Seus lucros não podem vir às custas de aproveitar-se dos outros. Em resumo, dar um novo significado ao papel da empresa: basear seu trabalho em uma concepção ética profunda, edificada em um trabalho transparente, de respeito, de diálogo com a comunidade e trabalhando em favor do bem comum.
Referências:

http://www.economiadelbiencomun.cl/…/hacia-una-economia-de…/