Casais vivendo sob a premissa do apoio mútuo

Existe uma nova tendência na convivência entre os casais, estejam casados ou não, e mantendo uma relação monogâmica; a de viver em casas separadas, quer dizer: emocionalmente juntos, mas fisicamente separados. Este novo tipo de relacionamento tem sido chamado por suas siglas em inglês: LAT (Living Apart Together). Originariamente, essa ideia nasceu daqueles casais que por motivos de trabalho, principalmente o homem, e da renúncia da mulher em continuar frustrando sua própria carreira profissional, optam morar em diferentes cidades e, quando o tempo de ambos permita; eles se encontram. Sem dúvida, o que de início era uma necessidade, agora se converte numa escolha.Casais vivendo sob a premissa do apoio mútuo

Um estudo da Universidade de Missouri nos Estados Unidos mostrou que mais e mais casais estão escolhendo este modelo e o número de relações desse tipo vem aumentando. Os motivos podem ser bastante diversos, mas em geral apontam para uma direção: o temor ao compromisso e a falta de disposição em perder a liberdade ao terem que conviver sob o mesmo teto. Poderíamos pensar que estas relações apresentariam menor tendência a separações, no entanto não é o que ocorre. No livro “Changing Relationships” (Mudando Relacionamentos), os sociólogos britânicos Malcolm Brynin e John Ermisch sugerem que depois de quatro anos vivendo neste tipo de relação, 45% dos casais se separam, enquanto que 35 % optam por viver juntos e 10 % se casam. Quer dizer, a metade continua junto e a outra se separa.

Como podemos observar, as novas tendências nas relações entre casais são uma clara demonstração de como, cada vez mais, estamos menos dispostos ao esforço na convivência com o nosso par e o quanto tememos a intimidade emocional. Uma proposta para se ter uma vida em casal mais saudável consistiria em estabelecer uma relação sólida, em que ambos decidam confrontar as situações difíceis da vida de maneira conjunta; pois é aí que a união se torna o espaço ideal para alcançarem concessões mútuas, onde a conexão emocional se torna mais estreita do que com qualquer outro ser humano e tudo isto é o que nos permite avançar e crescermos juntos.

Referências: http://revintsociologia.revistas.csic.es/index.php/revintsociologia/article/download/469/490.

http://www.bbk.ac.uk/news/living-apart together/LivingApartTogether_MultiMethodAnalysis_BriefingPaper_22April2013.pdf

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