Buscando a verdadeira mudança através do encontro com os demais

Dia após dia buscamos ser “pessoas melhores”, queremos mudar nossas rotinas e hábitos por outros que nos sejam mais benéficos. Muitas vezes ao ver um filme inspirador reconhecemos que devemos realizar uma mudança na nossa vida. Nos damos conta de que estamos presos em um círculo vicioso e continuamente nossa consciência nos indica a necessidade de mudança. No entanto, como explica o Dr. Mark Griffiths, uma vez que nossa rotina atual proporciona uma recompensa, nos tornamos viciados nesta autogratificação. O desconforto começa a multiplicar-se e isto nos atrela mais nossa rotina de autogratificação, desejando superar as dificuldades que se apresentam diante de nós, só concebemos uma alternativa: mudar, ou seja, ser outra pessoa.

Buscando a verdadeira mudança através do encontro com os demais

Muitas vezes nos temos preguntado por que é tão difícil mudar. Por que, apesar de todo o conhecimento ou razão que possa haver para desejar uma mudança, a pessoa não parece ser capaz de vencer seu amor próprio? A resposta é bastante simples: ela deve literalmente, superar-se a si mesmo, e isto não é possível de realizar individualmente. Desde que nascemos e ao longo de nosso desenvolvimento, estamos sujeitos a lei do mínimo esforço, cada um de nós busca continuamente manipular seu ambiente para obter o maior benefício com o menor esforço. E quando conquistamos certa hegemonia fazemos grandes esforços por perpetuar este estado. Não importa se estamos nos braços da mamãe, ou em frente ao televisor vendo caricaturas, ou comendo deliciosos pratinhos, ou abusando de alguma substância. Vamos utilizar todos os recursos do nosso ambiente, sejam intelectuais ou físicos, para resistir à mudança e assegurar-nos de que este estado prevaleça.

Quando, cedo ou tarde, e por influência externa, nos damos conta da insustentabilidade do estado atual, tratamos de mudar por nossa própria força, mas as barreiras que construímos são muito difíceis de superar. Necessitamos de ajuda, e esta ajuda não pode vir de nós mesmos, pois nós somos os que construímos o estado atual. A ajuda deve vir de fora, de um estado sem as nossas travas. Como dizia o grande Albert Einstein: “os problemas não se podem resolver no mesmo nível de consciência em que foram criados.” É aqui que se revela a tremenda importância e influência de um ambiente para se conseguir uma mudança sustentável em nossas vidas. É através de um novo ambiente, que reunimos forças e adquirimos uma nova visão para nossa vida, a tal ponto que superamos nossas próprias barreiras e nos convertemos em uma nova pessoa.

Ao longo de nossas vidas passamos diversas vezes por estes estados (ainda que em muitas ocasiões não estejamos conscientes deles) seja como pais, como filhos ou como avós, e sentimos as crises, a deterioração de nosso estado atual, e desejamos ser capazes de adaptamo-nos a este mundo sempre mutante. Desejamos ser entendidos, e poder entender os demais, desejamos mudar, mas isto parece ser um sonho e será impossível a não ser que nos demos conta da visão e da opinião dos demais, começando pelos experts. Estes nos dizem que as mudanças serão conseguidas quando nos organizarmos de uma maneira tal em que nos escutemos, nos apreciemos, e busquemos o bem-estar comum. Pouco a pouco isto irá mudando nossos padrões egoístas de satisfação que nos tem escravizado e chegaremos a ser seres integrais, integrados com nosso ambiente e desta maneira trabalharemos pelo o bem de toda a humanidade.

Referências: 1Http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2011/11/111125_todo_es_adictivo_men.shtml

2Http://en.wikipedia.org/wiki/Principle_of_least_effort

3Http://www.psychologytoday.com/collections/201404/get-out-your-own-way/is-your-brain-undermining-your-best-interests4Http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1526775/#R32

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