Empoderamento social de grupos vulneráveis

Existem hoje no mundo diversos grupos de pessoas e comunidades que se encontram em situação de vulnerabilidade. Este coletivo multifacetado que inclui desde grupos étnicos discriminados até pessoas privadas de sua liberdade, entre outros, solicita ações e enfoque participativo que permitam incluí-los na sociedade global do século XXI através de programas de educação social e ações de empoderamento pessoal.

Empoderamento social de grupos vulneráveis

Apesar da tendência existente em algumas sociedades de excluir as pessoas que estão privadas de sua liberdade e se desviam das normas de um grupo funcional, o programa de educação para presos do Bard College, na cidade de Nova York (EUA), oferece aos presidiários a oportunidade de realizar estudos universitário e de pós graduação na Universidade de Nova York, Colúmbia e Yale. Mesmo assim existe outro programa que ajuda as mulheres a sair da prisão quando finalizam seus estudos universitários.

Sem ignorar a gravidade dos crimes cometidos, os prisioneiros que recebem uma educação de qualidade mostram uma importante erudição e avanços sociais sem precedentes. A educação sociológica lhes permite o empoderamento pessoal e a compreensão da interdependência que existe entre as pessoas de todas as sociedades, com toda sua variedade de características individuais. Por sua vez, cada pessoa consegue ter controle sobre suas ações e emoções e dirige sua vida com outras convicções. Por esta razão a educação nas prisões foi reformulada para mais além dos parâmetros da prevenção do delito e poderia ser utilizada como modelo similar para resolver os problemas mais amplos das comunidades, inclusive fora da prisão.

O êxito dos enfoques participativos e empoderamento pessoal através da educação social permite reduzir as vulnerabilidades individuais mediante a interação em grupos, ao mesmo tempo que se incrementam as capacidades dos setores mais marginalizados da sociedade promovendo entre eles o desenvolvimento humano. Toda forma consistente de apoio mútuo e participação cidadã para abordar estes problemas resulta indispensável para desvanecer os esteriótipos que definem os grupos vulneráveis. Fomentar o desenvolvimento das capacidades humanas que existem em cada um de nós e no coletivo marginalizado empoderará, através da educação social, todas as pessoas que pertencem à mesma comunidade, sociedade e ao mesmo mundo global e interconectado.

Referência: http://www.nytimes.com/2014/06/01/nyregion/prison-program-turns-inmates-into-intellectuals.html