A ciência das relações humanas

Os desejos e a necessidade são os impulsos mais importantes para que alguma coisa mude, e sobretudo, para que essas mudanças forneçam uma vida melhor a quem as realizar e ao seu ambiente. O ser humano busca satisfazer necessidades e se agradar, de modo que este prazer seja o mais prolongado possível. Uma possibilidade interessante se apresenta quando nossas ações não alcançam a satisfação dos nossos desejos ou se sente um vazio impossível de ser preenchido.. Contudo, todas as crises que vêm sucedendo nos níveis atuais de desenvolvimento humano nos levam para uma única direção possível: aprender a adquirir os desejos dos outros como próprios e poder estabelecer uma linha de conexão que sustente esta sensação em todo o ambiente que nos influencia.A ciência das relações humanasHistoricamente a ciência se centralizou nas contribuições individualistas de alguns expoentes, autores “solitários” como Da Vinci, Newton, Galileo, Pasteur, Pitágoras e sem mais longe, mesmo Hawking, associando as grandes ideias com seus nomes, como no caso do princípio da incerteza de Heisenberg ou a geometria euclidiana.

Contudo, no nosso presente, o desenvolvimento científico prevalece a partir de trabalhos realizados em cumplicidade, com esforços de equipe, de interação com outras disciplinas, onde se coloca ao alcance de uma conclusão aceitada e aceitável. Já não predomina a produção do gênio individual, mas a produção do esforço coletivo que gera um maior impacto e aceitação social.

A chave aqui está no processo de elaboração deste conhecimento e na valorização das capacidades de cada indivíduo que intervém no processo. Esta atitude gera um contágio e dá flexibilidade para ver a inteligência de cada ação como algo natural e não como resultado de um teste a ser superado. A colaboração mútua é a chave do êxito no contexto atual.

Este é o modo em que estamos nos consolidando como cientistas das relações humanas. Colocando a união dos seres humanos como meta fundamental que aspira a solucionar nossos grandes problemas sociais, nos animamos a nos conectar e nos integrar em mesas redondas e diálogo, dando importância à forma em que os desenvolvemos. O respeito pelo outro, o jogo colaborativo, as preguntas e respostas onde todas as ideias dessemelhantes são válida, apontam para uma conclusão, que tenha a capacidade de nos empurrar para um novo nível de vinculação, melhorando a qualidade da relação na medida em que o processo se repete.

Certamente que jogam entre nós o campo emocional e a motivação de nossas próprias dores passadas, encorajando-nos a transformar a própria história.. Este é o convite e o propósito de nossa equipe, como um ato de garantia que não somente se pensa, mas que se realiza para as gerações presentes e para as que virão .

Referência: Manes, F, Niro, M. “Usar el cerebro”, Cap. El método de las neurociencias o la ciencia como metáfora. Ed. Planeta, 9ª edicão Ano 2014