Neurônios-espelho e ambiente

Os neurônios-espelho nos permitem entender a mente dos demais, não só através de um raciocínio conceitual, mas também mediante a simulação direta. A confirmação desta atividade dos neurônios-espelho foi demonstrada a partir de numerosas experiências. Este conjunto de neurônios permite executar ações específicas, que levam um indivíduo não somente a realizar ações motoras sem pensar nelas, como também compreender as ações observadas, sem a necessidade de nenhum raciocínio.

Os neurônios-espelho e empatia

As investigações de G. Rizzolatti, V. Gallasse, M. Iacoboni, L.M. Oberman, V.S. Ramachandran permitem afirmar que existe um vínculo entre a organização motora das ações intencionais e a capacidade de compreender as intenções de outros. Isto supõe a dissolução da barreira entre si mesmo e os outros, facilitando-nos compreender a vantagem que implica desde o ponto de vista da sobrevivência.

Os neurônios-espelho são chamados neurônios da empatia por serem empregados na compreensão das emoções dos outros. De algum modo, a observação de uma ação realizada por outro indivíduo ativa os neurônios que permitiriam ao observador realizar a mesma ação, atuando como um sistema que permite a compreensão das ações e, portanto, a empatia. Inclusive se sugeriu que o sistema de neurônios-espelho seria o mecanismo neural básico para o desenvolvimento da linguagem.

Os primeiros estudos propunham a função dos neurônios-espelho para entender a ação, o “quê” da ação; no entanto, o mais interessante está na compreensão da intenção da citada ação, o “porquê”, sem o qual não seria mais que um mero reflexo. Mas este conjunto de neurônios é muito mais que isso, é uma ferramenta que pode melhorar as conexões entre as pessoas.

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