Jogar para cooperar

A importância do jogo para resolver conflitos.

Não há dúvidas sobre o papel que o jogo desempenhou – com relação à recreação e cooperação – desde as sociedades primitivas até a atualidade. Por ser um componente básico da natureza humana, o jogo nos acompanha desde o nascimento até a última etapa de nossa vida. O historiador holandês, Johan Huizinga determinou a expressão “Homo ludens” para sinalizar a importância do jogo no desenvolvimento humano – argumentando que o jogo é anterior à cultura: “podemos dizer que o jogo foi parte integrante da civilização nas suas primeiras fases. A civilização surge com o jogo”.

Jogar para cooperar

Na medida em que a civilização evoluiu, a base do jogo em si ficou estabelecida como um fator lúdico de conexão social e resolução de conflitos, dentre outros benefícios. Dos mecanismos que alguns antropólogos reconheceram como lúdicos, até a elaboração da atual Teoria do Jogo e seus benefícios bio-psico-socias, podemos afirmar que os jogos nos permitem relacionarmos na sociedade, resolver problemas e questões conflituosas em um grupo ou comunidade.

Recentemente, algumas pesquisas da biologia evolutiva indicam que os animais que se ajudam entre si ou aos humanos poderiam estar demonstrando características altruístas como se tratasse de um “jogo cooperativo”: Quando se aplica o altruísmo animal, a teoria do jogo sugere que vários organismos desempenham um “jogo” matemático instintivo para determinar o que é o melhor para o grupo. Isto tem o propósito claro de mostrar que no jogo a ideia de cooperação é mais benéfica que a ideia da competição, inclusive entre os animais.

De qualquer modo, encontramos que mediante ao jogo se replicam modelos de situações conflituosas ou cooperativas que nos permitem reconhecer situações da vida diária no mundo real. O que pensamos à primeira vista que é “coisa de criança” está alcançando um alto grau de sofisticação matemática e mostrou uma grande versatilidade na resolução de problemas. Não obstante, o amplo campo de pesquisa psicológica, sociológica, econômica, jurídica, etc. com relação ao jogo, nos provê cada vez mais de ferramentas que podemos utilizar para melhorar a conexão entre as pessoas a partir do ato de jogar.

Referênciahttp://art.yale.edu/file_columns/0000/1474/homo_ludens_johan_huizinga_routledge_1949_.pdf

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